quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

11.- A cobiça que consome!!


No dia seguinte, Cláudia se encontrou com Paulo e contou tudo o que tinha acontecido no dia anterior, ficaram novamente o dia inteiro juntos, sem se tocar, mas sempre próximos e apaixonados.

Saíram da escola no final da tarde, se despediram e foram se preparar para o pedido de namoro.

Paulo morava com os pais e era três anos mais velho do que Cláudia, tinha 21 e Cláudia 17, seus pais tinham uma condição financeira acima da média, mas o menino cresceu quase sem a presença dos pais.

Vivia pela casa, cercado por empregados e babás, em sua casa tinha piscina e nos fins de semana se acostumou a brincar sempre com os seus familiares e parentes.

Adorava assistir filmes onde haviam motoqueiros e rapazes vestidos com roupas pouco convencionais, gostava de ler livros, e sua biblioteca particular tinha mais de 200 exemplares, mas todos os livros de ação e trama.

Sua dicção era perfeita e sabia se expressar muito bem, era galanteador e charmoso, mas não gostava de se relacionar com meninas e mulheres que tivessem qualquer postura de sublimação.

Arrumou-se como de costume, jaqueta de couro, calças jeans, e um coturno (bota do exército), ele achava que a sua aparência não deveria servir como parâmetro para as pessoas o classificarem. Sentia que sua personalidade e seu caráter deveriam estar em primeiro lugar.

Chegou á casa de Cláudia onde já estavam todos esperando, foi recebido por sua pretendente que o segurou pelas mãos e o dirigiu para a sala.

Todos se levantaram e um a um Cláudia foi apresentando...

Este é meu Pai, Sr. João...

Boa noite Sr. João, prazer em conhecê-lo, estou muito nervoso, pois é a primeira vez que me apresento para a família de minha namorada e devo confessar que estou com os sentimentos aflorando e também com muitas expectativas sobre esse encontro.

Acalme-se rapaz, fique tranqüilo, somos uma família simples, apesar de a casa ser grande, estamos todos aqui para recebê-lo de braços abertos.

Obrigado Sr. João...

Está é minha mãe, Dna Luciana...

Boa noite Dna Luciana...

Boa noite filho... Seja bem vindo!

Esta é Rosa, uma irmã de coração...

Foi neste momento que alguma coisa aconteceu, Rosa desde que o rapaz adentrou-se a casa, não tirou os olhos do menino, mesmo sendo três anos mais velhos do que ele, ela simplesmente ficou fascinada pela forma despojada que o rapaz se vestia.

Quase não conseguiu disfarçar que havia sentido algo diferente...

Paulo então cumprimentou Rosa, sem perceber absolutamente nada.

Sr. João foi perspicaz e logo iniciou a conversa...

Rapaz, eu sei que é embaraçoso se apresentar a pessoas estranhas, principalmente pelos motivos que você se prontificou; então pode dizer, vamos finalizar esta etapa e partir para outra que acho ser muito mais agradável que é a do convívio familiar.

Paulo então olhou para todos e iniciou sua sitação...

Bom pessoal, Sr. João, Sra. Luciana e Rosa, por muitos dias fiquei admirando a beleza de sua filha na escola, eu estudo na ala da faculdade e sua filha está fazendo colegial, sempre nos intervalos eu prestava atenção e a via sempre sozinha.

Quando podia ia a salas de aula onde Cláudia estudava e ficava observando-a sentada e estudando.

Gostei dela e senti muita vontade de conhecê-la, Cláudia é uma menina especial e por ser especial estou aqui, antes de qualquer coisa, para pedir autorização a todos vocês para namorá-la!

É isso! Terminou Paulo, com o rosto suado e um pouco avermelhado de nervosismo!

Bom rapaz, eu vou falar pela família inteira! Exclamou Sr. João.

Criamos nossa filha para ser uma pessoa direita e que se dê e receba respeito de e para com todos. Apenas queremos a felicidade dela. Os dois são novos! Existe muita coisa para acontecer ainda na vida dos dois.

Peço apenas que os dois possam entender que eu, sua mãe e rosa não conseguiremos gerenciar o relacionamento de vocês, e isso não é o que queremos. Dure o tempo que durar, queremos que sejam felizes!

Agora! Vamos deixar de conversa e vem me dar um abraço futuro genro!

Todos se abraçaram e foram jantar!

Paulo se comportou como aprendera em casa, com educação e prestatividade, procurou dar atenção a todos!

Rosa por outro lado estava mais tímida do que o normal, calada, não se dirigiu a Paulo nenhuma vez, nem para perguntar se o moço havia gostado da janta a qual ela ajudou a preparar com Dna Luciana.

Ao terminarem, todos se despediram e a noite se encerrou de maneira perfeita.

Daquele dia em diante, Cláudia e Paulo iniciaram um namoro perfeito, passearam, se beijaram, se abraçaram todos os dias durante alguns meses!

Não se davam conta do tempo, nem da distancia que andavam juntos, nem das pessoas ao seu redor!

Estavam sempre na casa de Cláudia, conversando, jogando e namorando no quintal em que um dia Cláudia havia brincado!

Não perceberam que Rosa havia se afastado da família, e a vida continuava sem nenhum incomodo!

Rosa por outro lado, acompanhava todos os passos do namoro a distancia, vivia perguntando para Dna Luciana como os dois estavam e dentro de Rosa começava a crescer um ciúme e uma vontade de viver o que Cláudia estava vivendo.

Rosa também era uma mulher que gostava muito de Cláudia e dentro de si havia o sentimento de nunca magoá-la!

Paulo estava gostando muito de seu namoro, sentia-se feliz, acordava e dormia pensando em sua namorada.

O natal estava chegando e todos estavam ansiosos para festejarem, como era de costume a família de Rosa passava junto com a família de Cláudia.

Já os natais de Paulo eram pouco familiares, seus pais costumavam viajar e festejar em cruzeiros ou hotéis levavam sempre o filho para estas comemorações, mas neste ano Paulo preferiu passar com a família de sua namorada.

Foi uma alegria só os preparativos para a festa, Rosa, ainda apaixonada pelo jeito que Paulo tratava Cláudia, mas já se acostumando em vê-los juntos, brincou e ajudou em tudo!

Todos estavam felizes, colocando os enfeites de natal, as lâmpadas de iluminação da fachada da casa, armando a arvore de natal que na casa de Sr. João era enorme, quase chegava ao teto que tinha um pé direito de 3 metros.

Foi assim durante os 15 dias que antecederam o natal, e então o natal chegou. Rosa já estava muito próxima a Paulo, tratavam-se como cunhados realmente. Colocaram musicas de natal e brincava, brindavam e bebiam comemorando a data que havia chegado!

Rosa parecia estar normal, mas bebia mais do que estava acostumada, comportava-se como sempre, mas continuava a beber.

Todos se cumprimentaram e brindaram á ceia, os Pais de Rosa foram embora e Rosa mesmo estando um tanto alta, preferiu ficar e comemorar mais um pouco. E assim ficaram mais uma ou duas horas.

Sr. João estava cansado e antes de se recolher já percebendo o estado de Rosa, pediu para que Paulo a acompanhasse para casa, com medo de que algo acontecesse.

Paulo então concordou e no momento certo, se despediu de Claudia, deixando Rosa escorada pela parede da entrada da casa de sua namorada.

Rosa se apoiou nos ombros de Paulo e os dois foram caminhando, durante o caminho Rosa começou a se declarar e a dizer.

Paulo, eu te amo... Tropeçando nas próprias pernas, com voz entorpecida e com os olhos quase fechados...

Paulo, você é um homem lindo que toda mulher queria ter... Eu to apaixonada por você, quero um beijo seu, fica comigo Paulo... Eu te amo...

Paulo ficou surpreso com tudo o que estava escutando, mas mesmo assim, depois de todas as declarações e da oportunidade que tinha de se aproveitar da situação, continuou firme e entregou-a em casa.

Paulo havia bebido, mas moderadamente, e foi caminhando a sua casa que era distante, mas como a madrugada estava agradável decidiu fazer o percurso a pé!

Durante o caminho de volta para sua casa, começou a lembrar o que Rosa estava falando, e com um ar safado balançou a cabeça de um lado para o outro e sorriu durante muito tempo.

Aquela situação não saia mais da cabeça de Paulo... E ele começou a pensar... Pensar...

Continua....

Um comentário:

  1. Hummm já ante-vejo o que vai acontecer , mas fico no aguardo do restante da historia.

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